A primeira cooperativa do mundo nasceu em Rochdale, na Inglaterra, no ano de 1884, por um grupo de 28 tecelões cuja idéia era combater o capitalismo através da solidariedade, cooperação, honestidade e esforço coletivo.
Os ideais de ajuda mútua e ação em conjunto são fundamentais para o cooperativismo, que busca o resultado útil e comum a todos. O cooperativismo prega igualdade, solidariedade, democracia, participação, honestidade, transparência, responsabilidade social e preocupação com o semelhante.
O cooperativismo de trabalho médico surgiu em Santos, São Paulo, em 1967, graças a um grupo de médicos da cidade que criou um modelo de prestação de serviços profissionais para o setor saúde. A Unimed de Santos teve como primeiro presidente o cirurgião José Luiz Camargo Barbosa.
As primeiras Unimeds do Nordeste surgiram nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Recife. A Confederação das Unimeds Norte/Nordeste surgiu em 1977, após vinculação das cooperativas de João Pessoa, Campina Grande e Recife que originou a Federação das Unimeds do Norte/Nordeste. Sua fundação data de 15 de setembro de 1977, tendo à frente na sua primeira diretoria o médico Alberto Urquiza Wanderley (de saudosa memória), presidente; Antônio Moacir Dantas Cavalcanti, vice-presidente, e Reginaldo Tavares de Albuquerque, superintendente.
A Confederação tem como objetivo a integração, orientação e coordenação das atividades do Sistema Regional das Unimeds do Norte/Nordeste nos casos de interesse estadual, regional e nos empreendimentos que transcendem a capacidade ou conveniência da atuação das Singulares e Federações Estaduais e Regionais.
Sua atuação compreende a prestação de assistência permanente, orientação técnica, formulação de planos e promoção de intercâmbio de serviços, num contínuo processo de integração, baseando-se sempre na filosofia cooperativista e no compromisso ético.
Os princípios que devem nortear qualquer cooperativa no mundo são:
1 - Adesão voluntária e livre - As cooperativas são organizações voluntárias, abertas a qualquer pessoa apta a utilizar os seus serviços e assumir as responsabilidades como membros, sem discriminação de sexo, classe, política e religião.
2 - Gestão democrática pelos membros - Uma cooperativa é necessariamente uma organização democrática. Os membros controlam a cooperativa e participam ativamente da formulação das políticas e na tomada de decisões. Os eleitos como representantes dos demais membros são responsáveis perante estes. Nas cooperativas de primeiro grau os membros têm igual direito de voto (um membro, um voto) e as cooperativas de grau superior são também organizadas de maneira democrática.
3 - Participação econômica dos membros - Os membros contribuem eqüitativamente para o capital das suas cooperativas. O controle do capital é feito democraticamente. Parte desse capital é, normalmente, propriedade comum da cooperativa. Os membros recebem, habitualmente, se houver, uma remuneração limitada ao capital integralizado, como condição de sua adesão. Sempre com base na decisão democrática, os excedentes destinam-se a um ou mais dos seguintes objetivos: a) desenvolvimento das suas cooperativas, eventualmente através da criação de reservas, parte das quais, pelo menos, será indivisível; b) benefício aos membros na proporção das suas transações com a cooperativa; c) apoio a outras atividades aprovadas pelos membros.
4 - Autonomia e independência - Controladas por seus membros, as cooperativas são organizações autônomas, caracterizadas pela ajuda mútua. Se estas firmam acordo com outras organizações, incluindo instituições públicas, ou recorrem a capital externo, devem fazê-lo em condições que assegurem o controle democrático pelos seus membros e mantenham a autonomia das cooperativas.
5 - Educação, formação e informação - As cooperativas promovem a educação e a formação dos seus membros, dos representantes eleitos e dos trabalhadores de forma que estes possam contribuir, eficazmente, para o desenvolvimento das suas cooperativas. Informam o público em geral, particularmente os jovens e os líderes de opinião, sobre a natureza e as vantagens da cooperação.
6 - Intercooperação - É lema das cooperativas atuarem em conjunto, através de suas representações locais, regionais, nacionais e internacionais. Tudo isso para dar força ao movimento cooperativista.
7- Interesse pela comunidade - As cooperativas também devem trabalhar para o desenvolvimento das suas comunidades. Para tanto, devem aprovar políticas sociais junto aos seus membros.